Saneamento e política - Por Luiz Renato Pontes

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Saneamento básico envolve varias ações: o abastecimento de água potável, esgoto sanitário, limpeza urbana, manejo de resíduos sólidos, drenagens de aguas pluviais, além de um forte trabalho na questão da educação ambiental. Essas ações em conjunto repercutem diretamente na comunidade, sobretudo na questão da saúde da população.

A ausência de saneamento básico é uma das causas de diversas doenças, como: doenças respiratórias, verminoses, cólera, diarreias, febre tifoide, salmonelose, entre outras. Diariamente, no mundo, 5000 crianças morrem por falta de saneamento e no Brasil morrem 15 crianças de 0 a 4 anos.

Em 2000, o Jornal Folha de São Paulo publicou uma matéria intitulada: Falta de saneamento mata mais que crime, assinada pela jornalista Gabriela Athias. “Doenças associadas à falta de saneamento básico mataram no Brasil, em 1998, mais do que todos os homicídios daquele ano na região metropolitana de São Paulo, onde se concentra a maioria das mortes violentas do país. Naquele ano, 10.116 pessoas foram assassinadas. As doenças impulsionadas pela diarreia vitimaram 10.844. Ou seja: 29 pessoas por dia morrem no país de doenças decorrentes de falta de água encanada, esgoto e coleta de lixo.”

Apesar de o Brasil ter avançado nos últimos anos na questão do saneamento básico, um longo caminho ainda temos que percorrer. Segundo estudos realizados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) será necessário quase meio século para reduzir a metade do atual déficit de saneamento básico. A universalização do acesso ao esgoto tratado, caso os investimentos continuem sendo aplicados, só será atingida em 2122.

Recentemente, a imprensa divulgou que o Estado da Paraíba, através do Governador Ricardo Coutinho, assinou um contrato com o governo federal para execução de obras de saneamento. Os investimentos, segundo foi divulgado, são da ordem de R$ 215 milhões.

O saneamento básico é de fundamental importância na vida do cidadão e ao desenvolvimento do país, levando todos nós a um questionamento. Porque passamos tanto tempo sem levar a sério a questão do saneamento no nosso país? A própria Presidente Dilma responde. “Nós sabemos a importância das obras de saneamento. Talvez, sejam uma das maiores prevenções que se pode fazer na área de saúde, em especial na mortalidade infantil. De fato, saneamento é uma obra escondida. Depois que você faz, ela desaparece, mesmo aparecendo nos dados de saúde publica”.

Esse é o problema, grande parte da classe política não se interessa em fazer obras que ficam escondidas, mesmo que venham beneficiar a população. Para esse tipo de político o que importa é fazer apenas obras de pedra e cal e de preferência que a obra tenha o seu nome ou de uma pessoa da família. Enquanto isso, as crianças brasileiras vão morrendo prematuramente.

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