Quilo da fava sobe 400% e preço chega a R$ 35 nos supermercados paraibanos

Cuité Pb online | 12:42 | 0 Comentários

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A seca, que já elevou o preço de uma série de produtos alimentícios, está afetando o bolso também de quem gosta de fava. Em algumas vendas em Cuité e região, o encarecimento do produto, nos últimos meses, já chegou a 400%, fato que vem afastando muitos consumidores. O quilo da fava já superou o preço do quilo da carne. Segundo o presidente da Associação de Supermercados da Paraíba (ASPB), Cícero Bernardo, a procura pelo item está escassa, uma vez que o preço da fava está variando entre R$ 30,00 e R$ 35,00.

“A fava já é um produto de baixo giro e, com esse índice de aumento do valor, o consumo reduziu ainda mais. O problema é que está faltando oferta de fava na região. Desde setembro, mais ou menos, estamos enfrentando essa escassez”, afirmou. O valor da fava, que antes da estiagem era de R$ 5,00 a R$ 7,00, subiu em outubro para R$ 15,00 em muitos estabelecimentos da Paraíba. Agora, até no Mercado Central, o consumidor precisa desembolsar R$ 32,00 por um quilo do produto. “Há oito meses ou um ano é que começou esse encarecimento. O preço foi subindo devagar até o patamar atual”, explicou o comerciante Carlos Roberto Rodrigues, que atua na área há 35 anos.

Segundo o vendedor, a saca de 60 kg que ele compra custa hoje de R$ 1.500 a R$ 1.800, quando antes ficava em torno de R$ 260,00 ou R$ 270,00 (variação de até 323%). “Eu sempre vendia fava nos finais de semana, mas a procura diminuiu demais. Pelo menos está alavancando a venda do feijão preto, parece que o público está procurando outras opções”, comentou.

O comerciante José Bernardo da Silva, no Mercado Central, vende fava vermelha, branca e rajada por R$ 30,00 o quilo, vindas do interior do Ceará. “Nunca tinha ficado caro desse jeito.

Já chegou a uns R$ 12,00, mas dessa vez está caro demais mesmo, ninguém quer comprar mais”, declarou José, que adquire uma saca de fava por cerca de R$ 1.600.

Sobre as previsões de queda no preço, Cícero Bernardo imagina que o consumidor ainda terá de suportar essa situação por algum tempo. “Temos que torcer para chover no Sertão. Só aí, depois do inverno e após a safra, é que o produto deverá ser colhido. Isso seria daqui a uns seis ou sete meses", resumiu.

CuitéPBObline com Hallita Avelar

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