Coluna Émyle Farias

Émyle Farias | 13:43 | 0 Comentários

Partilhar Nossa Amada Regina

Por José Pereira Sobrinho


Nasceste no dia 02 de setembro de 1928, no Sítio Papagaio, município de Coronel Ezequiel, no vizinho estado do Rio Grande do Norte. Era juntamente com Sebastião, Benedito ,Francisca, Cícero, Maria Pereira e Rita Pereira, filhos de Pedro Pereira da Costa e Josefa Maria da Conceição.

Ainda recém-nascida foi a pia batismal da igreja Matriz de Nossa Senhora do Amparo, da cidade de Coronel Ezequiel, onde recebeu o nome de REGINA.

Frequentar uma escola naqueles idos era muito difícil. Mesmo com todas as dificuldades, a Mestra Regina conseguiu concluir o quarto ano do antigo curso Primário. Foi exemplar funcionária pública, durante décadas, servindo a todos os cuiteenses.

Em 1971 conheceu o Senhor José Rosendo Guilherme, com quem se identificou e encontra a sua cara metade. No dia 22 de outubro de 1972, o Pároco Donato Rizzi sacramentou o teu enlace matrimonial, com efeito civil. No entanto, o destino reservaria pouco tempo, para dividir os sonhos e objetivos com o companheiro. No dia 11 de julho de 1985, o destino lhe proporcionava mais uma surpresa desagradável. Deus chamava José Rosendo para habitar nos céus. Mas nada abalava a fervorosa cristã, pois ela sabia que Deus jamais a desamparava.

Cristã Católica de nascimento, sempre participou de forma efetiva da Igreja, a qual adotou como mãe. Foi filiada da União das Filhas de Maria, fundada pelo Cônego José de Barros. Era Ministra da Eucaristia; Membro do Apostolado da Oração; Discípula dos Setenta e Dois Discípulos; Congregava desde a fundação da Capela de Nossa Senhora das Graças.


No bairro da Saudade, fundou o Grupo Jardim da Esperança. Era verdadeiramente uma seguidora dos ensinamentos de Jesus Cristo. Por ter a arte do bem viver, incorporou o gosto pela Leitura. Como consequência, escreveu crônicas versando sobre temas de nossa atualidade.
Era uma atriz. Participou, durante 14 anos, da encenação da Paixão de Cristo, no Olho D’água da Bica. Mesmo sexagenária e as dificuldades físicas do local, nada fazia temer a mulher guerreira Regina. Representava Maria Madalena, ensinando assim a todos os espectadores, que o carinho e o perdão devem ser lemes perenes de todo cristão.

Exemplo de coração acolhedor e preservador do maior patrimônio da humanidade: a Natureza. Como admiradora de São Francisco de Assis, seguiu seus exemplos com a atenção profunda pelos pequenos animais como gatos e cães. Muito precavida e por não ter descendentes, fez doação em vida à Paroquia Nossa Senhora das Mercês, de seu único patrimônio material: sua singela residência.

Fica assim registrado, um exemplo de uma mulher ordeira, humilde e verdadeira, que será exemplo às gerações presentes e futuras.
Regina era um modelo da atuação e presença divina. Era um pequeno rio que trazia em sua correnteza o Amor, a Fraternidade, a Simplicidade e a Amizade.

Todos os seus Amigos e Admiradores sentirão Saudades Eternas.

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