Coluna Émyle Farias

Émyle Farias | 14:09 | 2 Comentários

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Ronaldo Cunha Lima deixa a sua marca na poesia paraibana. Admirador de Augusto dos Anjos, o ex-governador revela a sua simplicidade e inteligência em cada poema.
Os Poetas não morrem. Tornam-se eternizados nas entrelinhas de seus versos.

Debaixo do Tamarindo

(Augusto dos Anjos)

No tempo de meu Pai, sob estes galhos,
Como uma vela fúnebre de cera,
Chorei bilhões de vezes com a canseira
De inexorabilissimos trabalhos!

Hoje, esta árvore, de amplos agasalhos,
Guarda, como uma caixa derradeira,
O passado da Flora Brasileira
E a paleontologia dos Carvalhos!

Quando pararem todos os relógios
De minha vida e a voz dos necrológios
Gritar nos noticiários que eu morri,

Voltando à pátria da homogeneidade,
Abraçada com a própria Eternidade
A minha sombra há de ficar aqui!

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2 comentários:

  1. Este é mundo dos poetas e poetisas. Mundo que só a imaginação deles conseguem ver, por que vem com os olhos da pureza da alma

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  2. Émily Farias,
    Amei seus trabalhos. Parabéns

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