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Maranhão flexibiliza com dissidentes para não “oficializar” redução do PMDB, mas ainda precisa assegurar expectativa de poder à oposição

Cuité Pb online | 13:43 | 0 Comentários

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PMDB: destino incerto
PMDB: destino incerto

A imunidade dos dissidentes do PMDB é inspirada numa lógica simples. Punir filiados do partido significa oficializar inimigos internos. Um exército que se preze, como ensinaria Che Guevara, não pode assegurar aliados pela força. Deve conquistá-los.
 
Acertou, portanto, o PMDB da Paraíba ao passar a mão na cabeça dos deputados e dos ex-deputados que decidiram fazer parte do governo Ricardo Coutinho (PSB). Para um partido que pensa em juntar os cacos do presente para se recuperar no futuro, nada pior do que criar feridas internas incapazes de tratamento.
 
Ao engolir no seco a posição dos deputados Márcio Roberto, Doda de Tião e Wilson Braga, bem como dos ex-deputados Quinto de Santa Rita e Iraê Lucena, o PMDB sinaliza que pretende recuperá-los.
 
O ex-governador José Maranhão sabe que não se juntam cacos espalhando-os. E que o PMDB e ele próprio devem canalizar energias para não perder novos aliados. Porque, caros leitores, não se enganem: a mágoa e as queixas dentro do PMDB são os piores inimigos hoje da legenda.
 
Na oposição, Maranhão ( ou seja lá quem ) precisa garantir um rumo, uma esperança, uma expectativa para os seus (ainda hoje) aliados. Em 2006, ele conseguiu isso ameaçando Cássio com processo de cassação que acabou se efetivando. Precisa de algo agora.
 
De todos os anseios do homem, como atestam psicólogos, dois são as causas principais do sofrimento humano: o desejo de ganhar e o medo de perder. Maranhão e o PMDB sofrem de ambos.
 
Luís Tôrres

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